1972 – Los Angeles Lakers e seu recorde “imbatível”
Publicado por em 28 janeiro, 2007
Um velho conhecido da NBA, porém com uma nova “cara” batia o Los Angeles Lakers no dia 31 de outubro do ano de 1971. O Golden State Warriors, que jogava a primeira temporada com o nome que até hoje dura, bateu os Lakers naquela noite, mas não imaginavam o que viria depois.
Após esse dia o time de Hollywood não perderia uma partida por um pouco mais de dois meses, estabelecendo o maior recorde de vitórias consecutivas na NBA, 33 partidas consecutivas, terminada com uma derrota para o Milwaukee Bucks, liderado por Kareem Abdul-Jabbar e Oscar Robertson.
Agora entra a parte engraçada e relacionada com a NBA atual. O Phoenix Suns acaba de conseguir sua 17ª vitória consecutiva e ninguém duvida que o time tem condições de chegar ao difícil recorde dos Lakers, de 33 vitórias consecutivas. É um dos recordes mais interessantes da NBA, na minha opinião. Realmente mostra o quanto um time foi superior numa temporada. Los Angeles foi soberano assim como o Phoenix está mostrando ser.
Aquele time de Los Angeles era recheado de estrelas. Tudo bem, alguns em fim de carreira, mas que ainda eram eficientes (e como), mas outros que ainda estavam no topo. Jim Mcmillian, que foi draftado para substituir ninguém menos que Elgin Baylor (que ainda estava no time) é um deles, além de Gail Goodrich, que, do alto de seus 1 metro e 85 centímetros, foi o cestinha do time na temporada. Para completar o quinteto inicial o time tinha nada mais, nada menos que Wilt Chamberlain, Jerry West e Happy Hairston (com médias de double-double). As semelhanças com o Phoenix são muitas. O time do Phoenix atual também tem um belo starting lineup. Nash é o armador que vive o melhor momento, Bell não nenhuma estrela (assim como Gail Goodrich não era), Shawn Marion é sensacional, com sua explosão física, Diaw completa o time e Amare provou que uma contusão não o abalou. Não preciso falar do Phoenix, todos os conhecem bem.
O grande motivo para esse artigo foi a peça que o destino pregou nos dois times. Os Lakers têm a total possibilidade de não deixarem o recorde ser batido. Só dependem deles. O Phoenix pode até tentar, mas justamente a 33ª partida de uma possível série de vitórias será contra o Lakers, no Arizona, no dia 4 de março.
A sorte está lançada.
João Lima
MVP da (meia) temporada
Publicado por em 25 janeiro, 2007
Claro que na NBA o que interessa é estar jogando bem em ABril, Maio e Junho, que é quando acontecem os jogos mais importantes, mas metade da temporada já passou, e hoje vamos dar uma olhada em quem vem se destacando nesses quase 4 meses de NBA.
MVP: A corrida, se dependesse apenas da primeira metade, estaria entre 3 jogadores: Dirk Nowitzki, Steve Nash e Kobe Bryant. Dirk é o melhor jogador do time de melhor campanha, o que sempre pesa nas votações; Nash está jogando o melhor basquete de sua vida (até melhor que nos outros dois anos em que ele foi MVP), e Kobe está carregando um time fraco (sem Odom o elenco de apoio de Bryant não é nada interessante) à quinta melhor campanha da Liga.
Alguns outros jogadores também fizeram belas primeiras metades de temporada, mas não chegaram ao nível desses 3. Gilbert Arenas, LeBron James, Dwyane Wade sofrem um certo handicap por estarem no Leste (Wade inclusive sofre pra colocar o Heat entre os 8, sem Shaq, no Leste mais fraco dos últimos tempos… Arenas conseguiu vários buzzer beaters para seu time, e aumentou suas médias de pontos mais uma vez. É um dos melhores cestinhas da atualidade, mas como a NBA demonstrou ano passado com Kobe sendo 4º na votação de MVP, muitos pontos não são garantia de nada…). Tim Duncan está aparentemente recuperado do problema no pé, que o atrapalhou temporada passada, mas o San Antonio já entrou no piloto automático rumo aos playoffs. Se houvesse um prêmio de melhor jogador dos mata-matas inteiros, não só das Finais, ele seria um forte candidato.
Se perguntados, Nash e Bryant dirão que Nowitzki é o MVP para eles. O alemão continua a bela fase que atingiu junto do Dallas Mavericks depois que Avery Johnson assumiu o comando da equipe. A defesa do time melhorou bastante (ajudando a de certa forma esconder alguns dos lapsos defensivos de Dirk), e a derrota nas últimas Finais podem ser vingadas muito breve. O fato de o ala ser o líder do melhor time lhe favorece bastante, como fez com Nash dois anos atrás.
O canadense, por sua vez, está fazendo, junto ao Phoenix Suns, uma revolução ofensiva na NBA. Há muito tempo não havia um time que jogava com tanta beleza. Se tirássemos as derrotas para o Wizards (em que Arenas empatou o jogo no finalzinho e o time perdeu na prorrogação) e para o Dallas (em que Dirk venceu o jogo com uma cesta no último segundo), o Suns estaria invicto há 32 jogos (isso mesmo!). São duas séries de 15 vitórias seguidas (uma ainda em andamento), e muitos jogos que se tornam ridiculamente fáceis, ao ponto de o Suns fazer treinamento de bandeija. Um time recheado de bons arremessadores, dos quais Nash consegue extrair o melhor basquete todos os dias, explorando sempre as melhores situações possíveis de ataque.
No entanto, Nash já ganhou dois seguidos, e dar a ele o terceiro seria de certo modo dizer que ele está para a sua época assim como Larry Bird e Bill Russell, os únicos que foram eleitos 3 vezes seguidas, estavam para as suas. Nash é bom, MUITO bom, mas não está nesse nível, e isso deve pesar na escolha de alguns jornalistas.
Kobe provavelmente também não ganhará, devido ao tratamento “especial’ que a mídia americana faz em relação a ele, mas na opinião desse mero fã de basquete, ele é o MVP dessa primeira metade de campeonato. Ainda se recuperando da cirurgia no joelho que realizou nas férias, e lidando com as contusões de Chris Mihm (que o tirou da temporada), de Vladimir Radmanovic (lesão na mão direita, que afeta seu arremesso), e posteriormente de Lamar Odom (melhor reboteiro, melhor em assistências na época da contusão, e segundo melhor pontuador) e de Kwame Brown (melhor defensor homem a homem no garrafão, além de que a saída dele deixou a rotação de garrafão muito prejudicada), Bryant vem carregando o Lakers à quinta melhor campanha da NBA, a caminho de algo entre 52 e 55 vitórias, jogando um dos basquetes mais coletivos de sua carreira. Méritos em grande parte de Phil Jackson, que fez com que o time chegasse numa situação em que Kobe não precisa explodir com 60 pontos todo dia pro time ganhar.
Hoje, Kobe, apesar de não ter companheiros muito talentosos, confia neles, e muitas vezes vemos Brian Cook arremessar mais que Bryant em primeiros tempos de jogos, pra pegar ritmo. Smush Parker, Luke Walton, Sasha Vujacic, e outros arremessam várias vezes sem marcação por jogo, fruto dos passes de Kobe. A liderança que ele tem junto a esse jovem time é fato determinante nessa campanha surpreendente do Los Angeles nessa temporada.
Boom!
Publicado por em 18 janeiro, 2007
Pra quem não sabe, ontem, tivemos a surpresa de um troca envolvendo 8 jogadores, 4 do Golden State Warriors e 4 do Indiana Pacers. Uma troca quando surge assim, sem esperarmos, tem que ser analisada com todo o cuidado do mundo. Essa troca, para mim, pode funcionar bem para os dois lados. Cada um se livrou de alguns problemas e tentou pegar o que mais interessava.
O Indiana se livrou de Stephen Jackson, que não vinha criando um bom clima pro time dentro de quadra e, de quebra, gostava de se meter em encrenca pelas ruas de Indianapólis. Ainda saíram do time amarelo os alas Al Harrington (tão badalado na preseason) e Josh Powell e o mediano armador Sarunas Jasikevicius. Para isso o time recebeu Troy Murphy e Mike Dunleavy com seus contratos bem gordos além de Keith McLeod e a promessa Ike Diogu.
A troca vista dos dois lados
Golden State Warriors
Acertos:
- Livrou-se de contratos pesados e que não rendiam (os famosos overpaids). Murphy e Dunleavy agora vão receber de outra fonte.
- Al Harrington é um bom jogador, faz seu trabalho bem e deve dar certo no time novo. Tem um contrato longo, porém menor que o dos outros citados.
- Adcionou talento a equipe com a chegada de Jasikevicius.
Erros:
- Os contratos grande que pegaram não são tão curtos.
- Ter Stephen Jackson no time.
- Perder o talento (que ainda não provou nada) Ike Diogu
Indiana Pacers
Acertos:
- Livrou-se de um jogador-problema que não vinha sendo bom para a equipe nos últimos tempos.
- Pegou a promessa Ike Diogu, uma das grandes esperanças dos torcedores dos Warriors
Erros:
- Pegou os grandes contratos de Troy Murphy e Mike Dunleavy
- Deixou o “back court” muito fraco. Talvez venha alguma outra troca por aí.
Dúvidas:
- Dunleavy e Murphy podem fazer essa troca vingar, ou não, pros Pacers. Todos sabem que são jogadores softs, que não defendem e pecam em alguns fundamentos. Mas eles também têm seus lados fortes. Murphy é bom reboteiro, se posiciona muito bem para agarrar as bolas. É forte no ataque e pode ser bem útil. Dunleavy não é um super jogador. Nunca foi. Mas seu arremesso de longa distância e sua versatilidade podem transformá-lo num bom 6th man.
Enfim, uma nova cidade, um novo esquema tático, uma nova torcida, novos companheiros podem mudar tudo e tanto ajudar um lado quanto o outro. A troca foi boa, ao meu ver. Mais arriscada para um lado que para outro. Mas como diz o ditado: “quem não arrisca, não petisca”.
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Relembrar é viver: Ontem o Lakers venceu os Spurs. Kobe deu show. Partida de MVP. Mostrou-se um líder dentro e fora de quadra. Quem viu o jogo na ESPN aproveitou bem, foi um jogo movimentado e interessante. Deixo com vocês um vídeo de Kobe infernizando Bruce Bowen.
Grande abraço
João Lima
A troca de Shaq, 2 anos e meio depois
Publicado por em 15 janeiro, 2007
Em 2004 o que poderia ter sido a dupla mais vitoriosa da história da NBA terminou. Por melhor que Kobe Bryant e Shaquille O’Neal se completassem em quadra, Los Angeles ficou pequena demais para os dois. O time que chegou às Finais contra o Detroit foi desmontado, e Shaq foi mandado para Miami por Lamar Odom, Caron Butler, Brian Grant e uma escolha de draft.
Pois é. Hoje à noite as duas equipes se enfrentam pela segunda vez na temporada, em situações bem diferentes. Vamos dar uma olhada em como cada uma dessas franquias se portou após a troca que abalou um mundo do basquete a pouco menos de 3 anos.
Para o Miami, foi um investimento de tiro curto. Pagaram uma fortuna a um Shaq já com certa idade, esperando conseguir o inédito título em pouco tempo. E conseguiram, apesar de o pivô só ter tido um ano sólido, sem contusões, antes de cair bastante ano passado.
Essa era a proposta de Pat Riley quando ele trouxe Shaq, e quando voltou a ser o treinador da equipe na temporada passada. Dwyane Wade, ajudado ou não pela abitragem, fez uma Final memorável contra o Dallas, revertendo uma vantagem de 2×0 em favor do time texano.
Agora, o Heat se encontra numa situação delicada. Shaq praticamente não entrou em quadra na temporada, o time está envelhecido, sofrendo com contusões. A situação só não é pior porque o Leste está mais fraco que nunca esse ano.
A situação tende a piorar, apenas. Shaq já mostrou sinais de decadência nos playoffs, além de que Alonzo Mourning, Antoine Walker e Gary Payton, três partes fundamentais da rotação, também estão com a quilometragem bem alta. Riley já caiu fora pra cuidar de sua saúde.
Mas, afinal, mesmo se tudo for pelos ares nos próximos anos ou se nunca mais o time for uma força na Liga, o título já veio, e o lugar do Miami entre os campeões já foi alcançado.
Quanto ao Lakers, após uma temporada muito fraca em 2004-05, com Rudy T no comando, Phil Jackson voltou, e começou a colocar ordem na casa. Butler foi trocado por Kwame Brown, para dar ao time uma presença no garrafao, que foi ainda reforçado com Andrew Bynum e Ronny Turiaf pelo draft. O novo Lakers passou a ter dois dos jogadores mais completos do mundo, com Kobe e Odom comandando o show.
Depois de surpreender muita gente com a bela série que fizeram contra o favorito Phoenix Suns nos últimos playoffs e de Bryant ter operado o joelho na off season, o Lakers chegou muito mais forte para 2006-07. Uma temporada sob Phil, e role players como Luke Walton (que encontrou no triângulo o esquema ideal para deixar suas habilidades fluirem), Maurice Evans, Jordan Farmar, Smush Parker, Brian Cook, Sasha Vujacic e Vlad Radmanovic se alternam em boas apresentações, dando ao time um banco bastante confiável e um dos melhores depths da NBA.
Bynum, por sua vez, que tem como treinador ninguém mais, ninguém menos que Kareem Abdul-Jabbar, vem mostrando vasto desenvolvimento, e com Chris Mihm e Kwame machucados, vem dando conta do recado, já fazendo coisas que muita gente esperava que ainda demoraria mais uns 2 anos pra ele conseguir.
Além, claro, de Kobe, o melhor jogador da NBA, que está, aos poucos, sendo novamente colocado numa posição em que seus companheiros podem lhe ajudar durante as partidas, para que ele tome conta no final, quando ele é um dos homens mais temidos dentro de quadra.
A reconstrução foi rápida, e o Lakers já faz parte do segundo escalão de forças. A escolha de Jerry Buss, dono da franquia, de trocar Shaq e renovar com Kobe mostrou-se acertada, pois não cabe ao Lakers uma filosofia de arriscar assinar um contrato gigante (e absurdo) com Shaq pra ganhar um título e depois cair num deserto de qualidade. Buss pensou em reformular em torno de Bryant, e em alguns anos brigar pelos anéis de novo. Por enquanto, o plano está indo conforme o esperado.
Cada time vem conseguindo o que queria da troca. O Miami, um anel de campeão. O Lakers, um time jovem e capaz de brigar em alguns anos. Mas, para você, amigo leitor, quem se deu melhor nessa troca?
João Gondim
Quem foi Shaquille O’Neal?
Publicado por em 10 janeiro, 2007
Daqui há alguns anos meu filho vai me fazer essa pergunta. Eu vou responder: “O melhor pivô e o jogador mais dominante que já vi jogar. Era um big man completo”. Shaq é a razão pela qual torço para o time roxo e dourado de Los Angeles. Por causa de Shaq eu escrevo aqui hoje.
E por que eu escrevo sobre ele hoje? Uma coisa sempre me encucou: a hora certa do jogador parar. Shaq é o 5° jogador mais bem pago da NBA (seu salário é longe daquele que recebia no Lakers) e tem contrato até 2010. Mas espero que ele se aposente antes.
Então você me perguta: “João, que maldade. Coitado do Miami”. É, coitado do Miami. Mas se ele continua, coitados de nós, fãs de Shaq. O maior pivô que vi jogar agora definha, mesmo com suas médias aceitáveis. Levou o Miami ao título, ainda chama a atenção, mas parece, cada vez menos, agüentar ficar em quadra muito tempo. De temporada em temporada vai perdendo mais jogos e vai decepcionando tanto a torcida local como seus admiradores de tempos remotos. O time da Flórida não é o mesmo sem ele. Tem Wade. E tem o medo de perder Shaq e ter que lutar pra não ficar com uma boa posição no draft. Wade se demonstrou capaz de jogar sem Shaq. Mas levar o time longe é outra história.
É a velha história de parar quando está por cima…
Talvez seja apenas um egoísmo meu. De não querer ter que dizer ao meu filho: “O’Neal foi o melhor pivô que já vi, mas não soube a hora de parar (assim como muitos) e um título foi o preço pago pelo Miami pra ter um time fraco por algumas temporadas”. É, é o egoísmo de alguém que viu Shaq fazer 61 pontos num jogo porque quis. Pediu como presente de aniversário aos companheiros. E eles deixaram.
O post ficou bem pequeno, vou deixar uns vídeos pra vocês. Hehehe. O primeiro é sobre Kobe e ele, certamente como tentarei lembrar do pivô. O segundo é um mix com imagens de toda a carreira de Shaq. Vale a pena conferir.
Grande abraço
João Lima
Explicações.
Publicado por em 9 janeiro, 2007
Estive fora na última semana. Sabe como é, né? Fim de um ano, começo do outro. Viajei para o interior de Pernambuco. Não pude postar, infelizmente. Só entrei na internet na lan house e estava por fora da NBA. Mas na volta recebemos um bom convite. Meio que surpresa, claro, mas praticamente irrecusável.
O site Draft Brasil está se reformulando. Está com novos colunistas e, logicamente, com novas colunas e hoje o Guilherme veio falar comigo se estáriamos interessados em fazer uma “parceria”.
Logicamente aceitamos e em alguns dias teremos novidades. Vocês poderão acessar o blog por um endereço, talvez, mais simples, porém essa deverá ser a grande mudança.
Vou ficando por aqui e fico devendo uma coluna nova.
Grande Abraço
João Lima
A sensação da NBA
Publicado por em 29 dezembro, 2006
Esqueçam Iverson em Denver, esqueçam os rumores de troca do seu time, esqueçam a praga jogada em New Orleans. A bola da vez é outra.
Num dos drafts mais interessantes dos últimos anos ele foi escolhido. Somente como 2ª escolha do segundo round. Tinha apenas 19 anos. Seu time atual havia escolhido, com o dedo do mestre Jordan, o ala/pivô Kwame Brown, atualmente nos Lakers. Gilbert Arenas demorou para ser selecionado, antes dele, incrivelmente, ainda vieram Eddie Griffin, Vladimir Radmanovic, Steven Hunter, DeSagana Diop e também alguns que nem na NBA estão mais como Joseph Forte (que passou por Boston e Seattle e atualmente joga na Itália) e Jeryl Sasser (que jogou pelo Orlando e agora está quicando a bola laranja em Israel); mas sua hora chegou.
“Ah, se eu pudesse prever o futuro” pensam atualmente os GMs que deixaram o fantástico armador escapar por entre os dedos. Arenas passou suas duas primeiras temporadas sendo útil ao Golden State Warriors e venceu o prêmio de Most Improved Player no ano de 2003. Naquele ano, Arenas virou free-agent e assinou com o último time que contou com Michael Jordan vestindo sua camisa.

Em seus dois primeiros anos no time azul e branco ele dividia as atenções com Larry Hughes. Arenas rezou. E suas preces foram atendidas. No final de 2005, ele estava livre de Hughes e podia tentar voar mais alto e impressionar a NBA. O shooting-guard foi parar em Cleveland e o caminho de Arenas estava, praticamente, livre.
Com a ajuda dos bons alas Caron Butler e Antawn Jamison, Gilbert Arenas está fazendo sua melhor temporada na NBA. Jogo após jogo ele surpreende mais à torcida e aos seus admiradores. O Washington não faz uma campanha perfeita. Longe disso. Mas Arenas está impecável. Seu progresso afetou positivamente os companheiros. Caron Butler sempre teve temporadas boas (com exceção da sua segunda), mas na atual ele está demonstrando sua grandeza. Virou um jogador de 20 pontos por jogo e é o segundo pontuador do time. Antawn Jamison continua colaborando com o belo jogo que tem (jogador que também começou no Golden State. Agora se pergunte: “Por que o GS Warriors não ganha nada?”).

O desafio do time é construir uma base ao redor desses três. O garrafão não é um sonho. Brendan Haywood seria ótimo banco. Tem um bom vigor físico e é um belo defensor. Pega rebotes, mas não pontua o suficiente. Etan Thomas não é a saída, pois tem características parecidas. É forte em só um lado da quadra, constituindo-se em um bom defensor, além de considerável reboteiro para sua altura, mas seu jogo ofensivo está longe de ser útil para algum time. O time poderia buscar uma troca ainda nesta temporada por um de maior expressão ofensivamente. Ou pode esperar a Free Agency e tentar obter um bom pivô pelo Mid Level, já que não tem CAP, que só ficará livre dos contratos atuais daqui a dois anos, quando acabar o contrato de Antawn Jamison. Mas como, provavelmente, ele deverá renovar por uma boa quantia, a principal saída poderia ser uma troca. Gostaria de ver o Troy Murphy, por exemplo, neste time. Mas isso é outra história.
Não posso terminar minha coluna sem reclamar. Gostaria de mostrar minha indignação com a votação do público pro All-Star Game. Ontem saiu a segunda parcial. Shaquille O’Neal, que mal tocou na bola laranja nesta temporada (mesmo assim reclamou dela), lidera as votações para pivô do Leste. Eu sei que David Stern prefere ter uma liga popular à uma liga justa e essa votação pros titulares do ASG é fenomenal pra chamar a atenção para NBA, mas algumas coisas vão além do limite do bom-senso como Erick Dampier ser o terceiro pivô mais votado do Oeste e Grant Hill ter mais votos que Emeka Okafor. Allen Iverson, com a quantidade de votos atual, seria titular no Leste, mas no Oeste ele fica atrás de Kobe Bryant e T-Mac. Seria mais justo se ele entrasse no lugar do segundo.
Arenas é o terceiro mais votado dos armadores do Leste. Deve ficar fora dos titulares. Injusto, malgrado deva ser escolhido pra complementar a equipe do Atlântico.

João Lima
P.S.: Meu companheiro de blog disse que estou fazendo uma besteira ao tentar transformar a NBA em uma liga justa.
AI… Nuggets… Sixers
Publicado por em 29 dezembro, 2006
Após mais de 10 temporadas, quase 20 mil pontos, um título de MVP, e uma aparição nas Finais, Allen Iverson não tinha mais a Resposta para os problemas do Sixers. A diretoria não conseguiu colocar talento suficiente ao redor de Iverson para que ele pudesse levar o time bem classificado aos playoffs. Webber jogou as últimas temporadas numa perna só, e a defesa do time piorava a cada ano.
Pois é. Já era hora de mudar, e Iverson aproveitou a proximidade do ano novo para exigir uma troca, e começar de novo. Qualquer lugar estaria bom (“qualquer lugar” não se estende a Charlotte na cabeça dele…), e ele acabou sendo mandado pra Denver, basicamente em troca do armador Andre Miller, do ala Joe Smith, ex-Sixer e ex-1ª escolha do draft, e mais duas escolhas de primeira rodada.
Para AI, o ambiente não poderia ser melhor. Ele chega a um time basicamente pronto, faltando apenas os retoques finais para almejar horizontes mais distantes. Juntar os dois cestinhas da Liga pode parecer uma combinação explosiva (entenda como quiser), mas coloca o Nuggets com um dos ataques mais poderosos, e como um time a ser temido nos playoffs, apesar de essa dupla ainda ter que esperar algum tempo pra estreiar, porque Carmelo ainda está suspenso pela pancadaria contra o Knicks.
Afinal, que time no Oeste tem poder defensivo suficiente pra lidar com duas máquinas de pontuar no perímetro adversário, ao mesmo tempo? Não apostaria minhas fichas no Denver numa série melhor de 7 contra qualquer uma das potências do Oeste, uma vez que, além de Marcus Camby (quando saudável), ninguém ali prima pela parte defensiva. O Denver pode pôr suas cartas na mesa fazendo 120 pontos, mas se tomar 130, de nada terá adiantado.
Quanto ao Sixers, fica a dúvida: como ficará a franquia nesse início de era pós AI? O time com certeza perde em vendas de camisas e de ingressos, como também alguns fãs ao redor do mundo, que torciam pelo baixinho, e não pelo time. A palavra-chave agora é reconstruir.
Reconstruir um elenco. Reconstruir uma identidade. A bola da vez será Andre Iguodala, e o novo Philadelphia deverá ser construído em torno do jovem ala, talentoso em ambos os lados da quadra, mas que ainda tem muito a amadurecer. Meio caminho já foi andado na busca pela primeira escolha desse draft, que deve vir bom, ainda mais se Greg Oden decidir se candidatar esse ano, portanto, a melhor saída é apostar na juventude de Iggy, Rodney Carney, entre outros, e, basicamente, usar a temporada como laboratório. Depois, contar com a sorte na loteria.
As duas escolhas que o Sixers recebeu na troca foram a do Denver e a do Dallas, que devem ser bastante altas. Apenas com uma escolha na loteria, o time deve continuar a tentar obter seleções de primeira rodada, especialmente explorando uma possível troca de Andre Miller. Há muitos times que adorariam um ótimo passador, com um sólido jogo de mid range, bom post up, em troca de alguns jogadores em último ano de contrato, mais algumas escolhas de draft. Se possível, também tentar envolver o Webber numa troca. Caso contrário, simplesmente finalizar o contrato dele, pois ele não tem mais espaço nessa nova filosofia.
Reconstrução é sempre um processo delicado. Alguns times conseguem isso rápido, como o Lakers após a saída de Shaq, ou o Jazz após a aposentadoria de Stockton e Malone. Outros demoram um pouco, como o Chicago pós-Jordan. Mas há também os casos de times que ficam em reconstrução eterna, como o Golden State. Aí mora o perigo. O Philadelphia não pode se acomodar e achar que perder é normal e bom. Essa entresafra é tão importante quanto os anos de glória. É agora que as grandes mentes tem que atuar, e que os torcedores de verdade demonstram sua devoção.
João Gondim
Knicks, Suns e basquete brasileiro. Tudo a ver.
Publicado por em 28 dezembro, 2006
Há quase um ano, eu comecei com meu antigo blog após uma noite, na qual o New York Knicks havia jogado. Você deve estar pensando “Grande coisa, os Knicks jogam em inúmeros dias do ano”, né? Mas não é só isso. Na noite do dia 2 de janeiro de 2006, uma segunda-feira, o time novaiorquino havia enfrentado o já “todo-poderoso” Phoenix Suns e levado o jogo a 3 prorrogações. Igual a ontem, quando enfrentou o “menos-poderoso”, mas longe de fraco, Detroit Pistons e também fez um jogo bem longo que resultou em mais uma vitória do time mais popular da NBA.
O Madison Square Garden foi o palco desses dois duelos, vencidos pelo time da casa de forma até surpreendente. Nos dois dias o MSG teve o mesmo público, lotação total: 19.763
torcedores.
Mas eu vim aqui para falar dos adversários dos Knicks naquele dia 2 de janeiro deste
corrente (quase finalizado) ano. Ou quase.
O time do nosso querido Leandrinho entrou nesta temporada mais favorito que nunca. Começou meio fraco das pernas, mas depois, com uma bela recuperação, venceu 15 partidas consecutivas.
Todos já conhecem o estilo de jogo dos Suns desde a ida de Steve Nash para as bandas do
Grand Canyon. O time está sempre se utilizando do famoso jogo corrido, aproveitando as
melhores características de seus atletas. A contusão de Amaré Stoudemire foi preocupante. Muitos disseram que ele nunca mais seria o mesmo. A lesão o afetaria muito, pois seu estilo de jogo, utilizando muito a explosão muscular e força física teria que ser modificado. Mas o
time, na temporada passada, demonstrou que pode sobreviver sem ele e, nesta temporada, com seu reforço, entrou com força total. Amaré vem fazendo belos jogos e sendo, novamente, peça fundamental do elenco.
Mas não quero me alongar muito no time de Phoenix, em si. Neste meu primeiro post, gostaria de fazer um pedido vocês. Sim, um pedido. Independente do time para o qual você torça, se ele é candidato ao título como San Antonio ou Dallas, se ele pode ser uma surpresa como Lakers ou Utah, ou se ele vai ficar, certamente, numa das últimas posições como New York ou Charlotte; por favor, torçam, em segundo lugar para o Phoenix.
Pergunte-se: Por quê?
O motivo é simples. Todos nós estamos cansados de sermos servidos por poucos bons
especialistas de basquete. Nós estamos cansados de termos dirigentes que não estão nem aí para o futuro do esporte no nosso país. São dirigentes que não dão menor apoio aos
profissionais. Só pra citar um exemplo recente, creio que todos tenham, pelo menos, escutado sobre o drama que a pivô Marta Sobral passou com sua lesão. Queremos ser lembrados pela mídia. A mídia que chega a maior parte da populção. Não a internet, a TV a cabo. Nestes últimos meios estamos cada vez mais com vários representantes.
Gostaria de ver também “seguidores de Leandrinho”, que lutou, saindo do interior do estado de São Paulo e indo parar na NBA. Chegou aos Estados Unidos sem saber falar nada da língua local, mas lutou e agora é um dos ídolos da torcida, tanto norte-americana quanto
brasileira. Essa figura carismática deveria ser lembrada pelos que atuam no palco do
basquete nacional. De dirigentes e técnicos a jogadores. Queria que estes lembrassem, que
apesar de todas as dificuldades que sabemos que passam (o salário de ninguém é o merecido, a infra-estrutura não é das melhores, o apoio ainda é pouquíssimo) dá pra se ter um trabalho reconhecido e premiado. Mas parece que ninguém se esforça. Fábio Balassiano mostra em sua coluna “O Homem do Ano” quem é o melhor treinador de basquete do Brasil. Quem ainda não leu, por favor leia.
Não sei se um título da NBA na mão de um brasileiro faria isso tudo, mas não custa torcer.
Queria ver Leandrinho como um ídolo. Isso eu sei que é possível. Mas, o mais fácil (e já
útil) seria vê-lo como um atleta lembrado. Aparecendo, dando entrevistas, sendo citado em programas de esportes com uma boa freqüência. Seria ótimo vê-lo como o símbolo de uma nova geração, que não existe desde a época de Oscar. Quem sabe assim as pessoas olham com outros olhos para o basquete e vêm que sim, é possível se tornar um grande jogador, assim como um bom técnico e um dirigente que faça tanto seu clube crescer, quanto o basquete. Que o basquete seja visto pelas crianças como elas vêm o futebol, como uma oportunidade de fazer o que gosta e ganhar dinheiro. Que o basquete, como um todo, seja visto com bons olhos, como uma atividade desportiva, como uma atividade recreativa, como algo que possa dar mais brilho ao nosso país.
Abraço
João Lima
P.S.: Perdão pelo texto enorme. Tentarei não me prolongar tanto na próxima vez.
Aqui partimos nós, numa nova jornada.
Publicado por em 28 dezembro, 2006
Hoje começo mais um blog meu. O outro não deu certo. Acabei não tendo regras e me perdi. Mas desta vez (eu acho) é diferente. Convidei um amigo meu, também chamado João, para fazer uma parceria comigo. Ele aceitou. João também já escreveu pra alguns lugares (o próprio blog e o site Live it Live), mas também caiu no mesmo erro que eu. Creio que desta vez, com um cobrando do outro, poderemos ir mais longe.
Escrever sobre a liga norte-americana de basquete é uma tarefa tão fácil quanto ser fã desse formidável jogo no país do futebol. São raros os lugares onde encontramos boas informações por aqui (mas existem, claro). Então, como os erros vão ocorrer, peço que vocês tenham uma certa paciência conosco.
Espero também que vocês nos ajudem e façam com que o “The Sky is Falling” seja um lugar de consulta para vocês, afinal, este é nosso objetivo.
Ainda hoje teremos novidades por aqui, portanto, sempre que puderem, entrem!!
Grande abraço,
João Lima